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2 de junho 2026

Trump impõe tarifa de 25% contra o Brasil: veja produtos afetados

Trump impõe tarifa de 25% contra o Brasil: veja produtos afetados Os EUA anunciaram tarifa de 25% sobre uma ampla gama de mercadorias brasileiras. A medida de força, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, decorre de uma determinação direta do presidente norte-americano Donald Trump, sob a alegação de que o governo brasileiro adota práticas comerciais consideradas “irrazoáveis” que oneram ou restringem o mercado, como Pix gratuito, que os EUA alegam ser injusto e discriminatório. A decisão do tarifaço se deu após visita de Flávio Bolsonaro a Casa Branca junto a seu irmão, Eduardo. Flávio insisitiu hoje que pediu para Trump poupar empresas brasileiras de tarifaço, mas se as coisas pareciam acertadas após encontro de Lula com o presidente norte-americano, foi apenas com a visita do candidato do PL as coisas mudaram.A ofensiva econômica de Washington abala a diplomacia entre os dois países e o planejamento de mercado brasileiro. Em maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia tentado estabelecer um novo canal de diálogo direto com Trump para frear as retaliações financeiras norte-americanas, que ocorrem em meio a outras tensões políticas.Apesar do forte impacto que a sobretaxa representa para diversos setores produtivos que dependem das exportações, a listagem divulgada pelo órgão de comércio norte-americano preservou alguns segmentos da nova barreira. Materiais informativos, doações e uma série de itens de base agrícola, alimentícia, mineral e de alta tecnologia foram mantidos de fora do pacote punitivo.
Alimentos e setor aeroespacial ficam de fora da sobretaxa de 25%De acordo com as diretrizes emitidas pelo órgão norte-americano, os produtos agrícolas e de subsistência alimentar que suprem o comércio local não devem sofrer o acréscimo tarifário de 25% proposto na investigação. A isenção abrange carnes, frutas, grãos e minerais de abastecimento.Entre os produtos poupados da nova taxação estão:
  • Carnes e derivados: Carne bovina em cortes frescos, refrigerados ou congelados (com ou sem osso), carcaças, cortes de alta qualidade, miúdos, carne enlatada, seca ou defumada.
  • Café e estimulantes: Café torrado ou não torrado, descafeinado, chás (verde e preto), cascas e substitutos, além de erva-mate.
  • Frutas e nozes: Tomates frescos ou refrigerados, cocos (frescos ou desidratados), bananas, plátanos, abacaxis, abacates, goiabas, mangas, laranjas, limões, papaias, kiwis, castanhas-do-pará, castanhas-de-caju e macadâmias.
  • Cacau e especiarias: Grãos, pasta, manteiga e pó de cacau sem açúcar, além de condimentos como pimenta, baunilha, canela, cravo, noz-moscada, gengibre, açafrão e cúrcuma.
  • Raízes e hortaliças: Mandioca (fresca, congelada ou seca), amido de mandioca, tapioca, taro, mangarás, araruta, chuchu, brotos de bambu, castanhas-d’água e cogumelos shiitake secos.
  • Sucos e polpas: Sucos de laranja, limão, abacaxi, açaí e preparações derivadas do açaí.

Além da cadeia de suprimentos de alimentação e agricultura, os EUA exluíram da cobrança itens de alto valor industrial e insumos de produção primária. Aeronaves completas e peças voltadas ao setor aeronáutico, compostos químicos orgânicos, elementos de terras raras, defensivos e fertilizantes para o solo, além de insumos farmacêuticos e medicinais, estão listados como poupados da barreira alfandegária.
O que diz Washington
O relatório final elaborado pelas autoridades norte-americanas lista uma série de queixas estruturais distribuídas em seis eixos de críticas ao modelo regulatório e jurídico adotado pelo Brasil.

Um dos alvos centrais do documento reside no Comércio Digital e nos Serviços de Pagamento, com menção explícita ao sistema de transferências instantâneas regulado pelo Banco Central do Brasil.

Para eles, o Pix é um problema
Os Estados Unidos afirmam que a autoridade monetária brasileira favorece o sistema Pix em detrimento de provedores privados norte-americanos. O texto reclama do fato de o Banco Central atuar ao mesmo tempo como órgão regulador e proprietário da tecnologia, alegando que isso restringe as taxas e a atuação de concorrentes estrangeiros.

Regulação das redes
Sob o mesmo eixo, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ataca decisões de tribunais brasileiros que determinaram a remoção de conteúdos políticos e a suspensão de contas em mídias sociais de empresas americanas.

Tarifas Preferenciais adotadas com México e índia
No âmbito comercial clássico, o governo de Donald Trump questiona as Tarifas Preferenciais adotadas pelo Brasil em acordos bilaterais firmados com o México e com a Índia. A queixa indica que a concessão de tarifas reduzidas a mercadorias desses países criaria barreiras e desvantagens desleais para as empresas norte-americanas em setores altamente competitivos.

O documento mistura pautas de governança e sustentabilidade ao apontar falhas históricas no combate ao Desmatamento Ilegal na região amazônica e nos biomas nacionais, alegando que a falta de aplicação severa do marco legal brasileiro penaliza concorrentes internacionais.

Mercado de etanol
Há também protestos relativos ao Acesso ao Mercado de Etanol, em que os EUA acusam o Brasil de romper, em 2017, um modelo de equilíbrio tarifário sem oferecer a reciprocidade devida ao combustível norte-americano.

Por fim, o relatório tece críticas à Proteção da Propriedade Intelectual e às políticas de Combate à Corrupção. Sob o argumento de lentidão institucional, o texto contesta a demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na análise de patentes, apontando que processos biofarmacêuticos chegam a levar 109 meses para conclusão.

Fonte: TVT News / Imagem: Instagram @bolsonarosp

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