O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, igualar as regras de licença-maternidade para mães biológicas e adotivas. O julgamento foi concluído nesta quarta-feira (23), após ter começado na semana anterior, e estabeleceu que todas as mães terão direito a afastamento remunerado de 120 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. A decisão também determina que não pode haver diferenciação no acesso à licença em razão do vínculo de trabalho da mãe. A regra passa a alcançar trabalhadoras contratadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e servidoras públicas submetidas ao regime estatutário, além das situações envolvendo diferentes categorias funcionais.O relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos demais integrantes da Corte. Para o ministro, a proteção à maternidade e à infância não pode variar conforme a origem da filiação ou a relação funcional da mãe.Em suas redes, Lula comemorou a vitória do projeto que iguala a licença-maternidade de mães biológicas e adotivas. “Defendi a ampliação da licença-maternidade de 4 para 6 meses – e essa conquista acaba de ser confirmada no Supremo. Isso me enche de felicidade”, escreveu o presidente.