O número de famílias em risco de insegurança alimentar e nutricional seria o dobro caso não existisse o Bolsa Família. É o que mostra o Indicador de Risco de Insegurança Alimentar Grave Municipal (CadInsan). Sem o programa, o número de famílias do Cadastro Único em risco de insegurança alimentar e nutricional teria passado de 2,3 para 4,7 milhões, considerando dados de janeiro de 2025. Saiba mais na TVT News.O CadInsan é desenvolvido pela Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome (SECF) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Ele permite simular cenários e medir o impacto das políticas públicas. Para se chegar no indicador, é feito o cruzamento de dados socioeconômicos do Cadastro Único.A partir das informações sociais e econômicas das famílias, são feitas análises estatísticas daquelas em insegurança alimentar grave apontadas pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) nas pesquisas domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Os dados foram apresentados nesta terça-feira (5.05) pelo diretor de Vigilância do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) do MDS, Alexandre Valadares, durante a 3ª Reunião Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).Durante o encontro, Valadares lembrou que a reconstrução do sistema de monitoramento da insegurança alimentar e nutricional foi uma das primeiras medidas adotadas pelo Governo do Brasil para avançar no combate à fome no país.“Qualquer estratégia de enfrentamento da fome precisa partir do conhecimento da realidade, e isso se dá por meio da produção de dados e de indicadores”, afirmou.