A confiança nas Forças Armadas sofreu queda expressiva, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (21). Desde o último levantamento, em dezembro de 2022, o percentual de brasileiros que diz “confiar muito” nas Forças Armadas caiu de 43% para 33%. Já a taxa daqueles que dizem confiar “confiar pouco” saltou de 36% para 41%. Além disso, os que dizem que “não confiam” nas instituições militares subiram de 18% para 23%.Dessa maneira, as Forças Armadas, que apareciam em primeiro – ao lado da Igreja Católica – entre as instituições mais confiáveis, agora aparecem na quarta posição. Novamente, a Igreja Católica lidera o ranking, seguido pelas Igrejas Evangélicas e pela Polícia Militar. Além das Forças Armadas, todas as instituições – incluindo o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) – oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais.A queda mais significativa foi registrada entre os que disseram ter votado no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2022. No grupo, aqueles que declaram “confiar muito” nos militares foram de 61% para 40%, enquanto os que dizem “não confiar” subiram de 7% para 20%.Entre os eleitores do presidente Lula (PT), também houve queda na confiança dos militares, mas dentro da margem de erro. Os que dizem “confiar muito” somaram 43%, contra 45% na pesquisa anterior. Outros 29% confiam pouco (eram 27%); e 26% “não confiam” (eram 25%).Diretor da consultoria Quaest, Felipe Nunes disse que a pesquisa aponta “queda expressiva” da confiança da população nos militares. Sobre a queda “mais significativa” entre bolsonaristas, os dados sugerem, na sua avaliação, “algum tipo de frustração sobre alguma expectativa que havia entre esse segmento”.