O que as eleições deste ano ensinam à classe trabalhadora e quais são os próximos passos na luta contra a extrema direita foram os destaques da primeira mesa do 38º Consinasefe, realizada nesta terça-feira (3), em Brasília. A mesa “Conjuntura e organização sindical” reuniu: a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), o técnico-administrativo em educação Francisco Freitas (IFPB), o professor Michel Torres (USP), o professor Theo Martins Lubliner (IFS) e a ex-candidata à Presidência Vera Lúcia.Abrindo a mesa, Vera Lúcia lembrou que os direitos sociais estão sempre ameaçados pelo capital e pelo imperialismo. Para ela, a mobilização popular é decisiva, como mostrou a eleição presidencial deste ano.Já Francisco Freitas afirmou que as contradições do capitalismo ficaram mais evidentes para toda a sociedade nos últimos anos. Ele citou o desmonte das aposentadorias em países europeus como sinal do desgaste do modelo. Segundo Freitas, esse cenário ajuda a entender os levantes de trabalhadores que têm se espalhado pelo mundo, incluindo a mobilização que levou à reeleição de Lula.Michel Torres abriu sua fala lembrando que “Lula venceu e Flávio fugiu”. Para o professor, o Brasil que saiu das urnas se uniu para derrotar o fascismo, num levante democrático, que combinou presença nas ruas e ativismo digital. Torres também destacou o trabalho de base feito durante a campanha: “Nós fomos para as ruas conversar com os trabalhadores, entregar material e dialogar com a população, isso foi determinante”.Erika Kokay definiu o momento como uma disputa pelas liberdades e pelas resistências, “em uma política que foi capturada pelo medo, pelo ódio, pelas mentiras”. A deputada concluiu: “Eu tenho absoluta convicção de que quem ganhou essa eleição, como nós ganhamos, vai seguir lutando e avançando, então lutemos!”.