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4 de novembro 2026

Mesa de conjuntura do 38º Consinasefe discute as lições das eleições e o avanço internacional contra a extrema direita

Mesa de conjuntura do 38º Consinasefe discute as lições das eleições e o avanço internacional contra a extrema direita O que as eleições deste ano ensinam à classe trabalhadora e quais são os próximos passos na luta contra a extrema direita foram os destaques da primeira mesa do 38º Consinasefe, realizada nesta terça-feira (3), em Brasília. A mesa “Conjuntura e organização sindical” reuniu: a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), o técnico-administrativo em educação Francisco Freitas (IFPB), o professor Michel Torres (USP), o professor Theo Martins Lubliner (IFS) e a ex-candidata à Presidência Vera Lúcia.Abrindo a mesa, Vera Lúcia lembrou que os direitos sociais estão sempre ameaçados pelo capital e pelo imperialismo. Para ela, a mobilização popular é decisiva, como mostrou a eleição presidencial deste ano.Já Francisco Freitas afirmou que as contradições do capitalismo ficaram mais evidentes para toda a sociedade nos últimos anos. Ele citou o desmonte das aposentadorias em países europeus como sinal do desgaste do modelo. Segundo Freitas, esse cenário ajuda a entender os levantes de trabalhadores que têm se espalhado pelo mundo, incluindo a mobilização que levou à reeleição de Lula.Michel Torres abriu sua fala lembrando que “Lula venceu e Flávio fugiu”. Para o professor, o Brasil que saiu das urnas se uniu para derrotar o fascismo, num levante democrático, que combinou presença nas ruas e ativismo digital. Torres também destacou o trabalho de base feito durante a campanha: “Nós fomos para as ruas conversar com os trabalhadores, entregar material e dialogar com a população, isso foi determinante”.Erika Kokay definiu o momento como uma disputa pelas liberdades e pelas resistências, “em uma política que foi capturada pelo medo, pelo ódio, pelas mentiras”. A deputada concluiu: “Eu tenho absoluta convicção de que quem ganhou essa eleição, como nós ganhamos, vai seguir lutando e avançando, então lutemos!”.
Sinasefe-IFSul no debateNo espaço aberto às intervenções do plenário, membros da delegação do Sinasefe-IFSul levaram suas contribuições ao debate.Manoel Porto Jr. criticou a demora do Sindicato Nacional em manifestar apoio à reeleição de Lula. Ele ressaltou que o coletivo Atente e Forte foi um dos únicos que defendeu, desde o início do ano, que Lula era o único capaz de enfrentar o avanço do fascismo. “Nós demoramos e não podemos mais demorar. Nós precisamos que esse sindicato seja bastião da mobilização para empurrar o governo a fazer as reformas que precisam ser feitas”. Para Manoel, “nós não temos que brigar aqui pra ver quem é mais revolucionário, precisamos fazer a luta é no dia a dia”.Francilon Simões defendeu o fortalecimento da comunicação sindical e a transformação dos aprendizados do segundo turno em prática cotidiana. Ele pediu que a categoria acompanhe as redes sociais do Sindicato Nacional e das seções e faça “o mínimo, que é curtir, comentar e compartilhar”. “Esse trabalho de formiguinha funciona e nos fortalece enquanto categoria e enquanto entidade”. Francilon também alertou: “Nós derrotamos um fascista, mas não derrotamos o fascismo”. 
Reunião do Atente e ForteApós o encerramento das atividades do primeiro dia do 38º Consinasefe, a delegação do Sinasefe-IFSul participou da primeira reunião do coletivo Atente e Forte, que teve como objetivo fazer uma breve apresentação das(os) delegadas(os) e do coletivo. Na ocasião, alguns dos membros fundadores destacaram que o que uniu o Atente e Forte foram princípios e um profundo compromisso em trabalhar pelo sindicato nacional e transformar a entidade a partir da defesa da categoria e da educação, não de cargos e pastas. 
O 38º Consinasefe segue até sábado (7), no Complexo Brasil 21, em Brasília, com eleições para o Conselho Fiscal, o Conselho de Ética e a 16ª Direção Nacional Colegiada do SINASEFE, biênio 2026-2028.

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