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21 de maio 2026

Líderes de partidos pedem retirada de emenda que previa jornadas semanais de 52 horas

Líderes de partidos pedem retirada de emenda que previa jornadas semanais de 52 horas Sete líderes de partidos da direita e do Centrão pediram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta quarta-feira (20), a retirada de uma emenda à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/2019 que permite jornadas semanais de até 52 horas e prevê dez anos de transição antes da vigência das novas regras trabalhistas. A emenda colocada para contrabalançar as propostas apresentadas provocou reações negativas de setores da sociedade e no Congresso Nacional.“Diante de dúvidas sobre os reais efeitos da emenda nº 1 à PEC do fim da escala 6×1, que flexibiliza a jornada de trabalho de acordo com a diversidade setorial e regional do país, os líderes abaixo-assinados apresentaram um requerimento para solicitar ao presidente Hugo Motta a retirada de tramitação da emenda, a fim de evitar distorções que comprometam a clareza do debate e a compreensão da proposta”, diz a nota assinada pelos líderes Isnaldo Bulhões Jr. (MDB e Bloco Parlamentar), Rodrigo Gambale (Podemos), Augusto Coutinho (Republicanos), Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Antonio Brito (PSD), Dr. Luizinho (PP) e Adolfo Viana (PSDB-Cidadania).O texto estabelece a meta de 40 horas semanais, mas condiciona a mudança a um período de transição que pode se estender por aproximadamente dez anos e a regulamentações futuras. Permite, ainda, que empresários negociem com trabalhadores jornadas de até 30% acima do limite constitucional — o que significa semanas de até 52 horas, ou seja, turnos superiores a 10 horas por dia.A transição para uma escala e uma jornada de trabalho menores é uma das principais questões debatidas pela comissão especial que discute o tema.O texto também amplia também o peso da negociação individual sobre a legislação trabalhista ao afirmar que “os acordos individuais e os instrumentos coletivos de trabalho […] prevalecerão sobre as normas legais e infralegais”, inclusive em temas como escala, banco de horas e intervalos. Outro ponto criticado é a possibilidade de manter jornadas de até 44 horas para “atividades essenciais”, categoria que seria definida futuramente por lei complementar.
Fonte: Brasil de Fato / Imagem: Agência Senado