O governo federal anunciou um novo conjunto de medidas para endurecer as regras de publicidade das empresas de apostas esportivas, conhecidas como bets. As mudanças, apresentadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, serão formalizadas por meio de portarias publicadas nesta sexta-feira (10) e estabelecem restrições para anúncios em diferentes meios de comunicação, além de prever advertências obrigatórias semelhantes às utilizadas em propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas. Entre as principais novidades está a exigência de que toda publicidade de apostas seja acompanhada de mensagens de alerta assinadas pelo Ministério da Fazenda. As campanhas deverão informar aos consumidores que “apostar faz você perder dinheiro”, “apostar pode causar dependência” ou ainda que “aposta não é investimento”. Segundo o governo, o objetivo é tornar mais evidente os riscos envolvidos na prática das bets e impedir que o setor continue associando esse tipo de atividade à ideia de enriquecimento ou renda complementar.As medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla da União para ampliar a fiscalização sobre o mercado de apostas de quota fixa, regulamentado nos últimos anos. Além das novas regras para publicidade, o Executivo também pretende reforçar o combate às empresas que operam de forma irregular no país, ampliando sanções administrativas e responsabilizando tanto as plataformas quanto quem divulga esse tipo de conteúdo.Durante entrevista coletiva, Dario Durigan afirmou que o governo mantém uma política de “tolerância zero” em relação às empresas de bets que atuam sem autorização.“A gente faz restrições à publicidade de bets no país. Eu não preciso dizer, porque é chover no molhado, a nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvendo empresa não autorizada a operar no mercado”, afirmou o ministro.A iniciativa representa mais um passo do processo de regulamentação iniciado após a aprovação da legislação que disciplinou o funcionamento das apostas esportivas no Brasil. Segundo o Ministério da Fazenda, as regras atuais já permitiram identificar milhares de operações irregulares, mas ainda havia necessidade de ampliar os mecanismos de proteção ao consumidor diante do crescimento acelerado do setor.