O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não assinou a Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, iniciativa articulada pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). O documento reúne 14 compromissos destinados ao enfrentamento do trabalho escravo contemporâneo e do tráfico de pessoas, além de medidas de proteção aos trabalhadores submetidos a essas formas de exploração.Até o prazo inicialmente estabelecido pela comissão, Flávio Bolsonaro, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e outros candidatos convidados não haviam aderido ao documento nem respondido ao convite. A carta permanece aberta para novas assinaturas.Entre os candidatos que aderiram estão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Ao assinar o documento, os três assumiram publicamente o compromisso de incluir o combate ao trabalho escravo contemporâneo e ao tráfico de pessoas entre as prioridades de seus eventuais governos.A Conatrae realiza a iniciativa durante períodos eleitorais desde 2003. A proposta é registrar publicamente a posição dos candidatos sobre o tema e permitir que a sociedade acompanhe posteriormente os compromissos assumidos por aqueles que aderirem.