Notícia SINASEFE IFSul

28 de agosto 2026

Desemprego cai a 5,3% e Brasil bate recorde de pessoas ocupadas

Desemprego cai a 5,3% e Brasil bate recorde de pessoas ocupadas O Brasil alcançou a menor taxa de desemprego da série histórica para o trimestre encerrado em julho, com 5,3%, segundo dados da PNAD Contínua divulgados nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. A população ocupada atingiu o recorde de 103,3 milhões de pessoas, com acréscimo de 1 milhão de trabalhadores em apenas três meses. A renda média real do trabalhador subiu para R$ 3.762, com alta de 3,3% em relação a 2025.
Destaques do trabalho no Brasil
  • Taxa de desemprego: 5,3% – menor da série histórica iniciada em 2012
  • População ocupada: 103,3 milhões – recorde absoluto
  • População desocupada: 5,8 milhões – queda de 8% no trimestre (menos 503 mil pessoas)
  • Nível de ocupação: 58,9% da população em idade de trabalhar
  • Renda média real: R$ 3.762 – alta de 3,3% em um ano
  • Massa de rendimento real: R$ 383,5 bilhões – recorde histórico
  • Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões – maior contingente da série
  • Total de empregados no setor privado: 53,2 milhões
  • Pessoas desalentadas: 2,3 milhões – queda de 9,7% no trimestre
  • Taxa de subutilização: 13,0% – recuo de 0,8 ponto percentual no trimestre

Com menor desemprego, população ocupada atinge recorde de 103,3 milhões de pessoasO contingente de brasileiros com emprego chegou a 103,3 milhões, o maior número já registrado pela pesquisa. O crescimento foi de 1% no trimestre, com a entrada de 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho, e de 0,9% em um ano, com acréscimo de 899 mil trabalhadores.O nível de ocupação – proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar – atingiu 58,9%, com avanço de 0,5 ponto percentual no trimestre.O mercado de trabalho formal também apresentou números positivos. O número de empregados no setor privado com carteira assinada alcançou 39,4 milhões, o maior contingente da série histórica. Os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,8 milhões, com alta de 3,6% no trimestre (mais 477 mil pessoas). Com isso, o total de empregados no setor privado atingiu 53,2 milhões de pessoas.A população desocupada caiu para 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 4,9% – menos 299 mil pessoas.O número de pessoas desalentadas – aquelas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão uma vaga – também recuou, para 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre e de 14,1% em um ano.
Renda média real atinge R$ 3.762O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho, com alta de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal ficou estável no trimestre em todas as categorias de atividade econômica, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve aumento para os empregados com carteira assinada e para outras posições da ocupação.
O que é a PNAD ContínuaA PNAD Contínua é a sigla para Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, levantamento realizado pelo IBGE para acompanhar trimestralmente as flutuações e a evolução do mercado de trabalho brasileiro.A pesquisa produz informações sobre a inserção da população no mercado de trabalho, associadas a características demográficas e de educação. Ela monitora o número de pessoas ocupadas, desocupadas e desalentadas, além de rendimentos e outras variáveis socioeconômicas.A PNAD Contínua substituiu a antiga PNAD, encerrada em 2017, e tem como diferencial a produção contínua de dados, permitindo a análise da evolução do emprego ao longo do tempo. A série histórica da pesquisa teve início em 2012.
“Vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”, diz Lula sobre fim da escala 6×1Em meio aos avanços do mercado de trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 – regime em que o trabalhador atua seis dias e folga apenas um.Nas redes sociais, Lula classificou a atual carga horária como “jornada escrava de trabalho” e afirmou: “Nós vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”. O presidente destacou que o fim da escala 6×1 é um benefício para milhões de trabalhadores e que o governo federal está atuando no Senado para aprovar a medida.A PEC prevê uma transição de 14 meses para a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, em duas etapas, sem redução de salários. O presidente Lula também rebateu críticas da oposição, que acusa o Planalto de utilizar a pauta com finalidade eleitoreira. “O fim da escala 6×1 é uma coisa de muito interesse da sociedade brasileira, da ampla maioria de trabalhadores, que trabalham seis dias e só têm um para descansar”, afirmou.
Fonte: TVT News / Imagem: Ricardo Stuckert