A assinatura do contrato de concessão do Cais Mauá entre o governo estadual e o Consórcio Pulsa RS está suspensa, sem previsão de retomada. Os demais prazos da continuidade do negócio estão igualmente temporariamente suspensos. O contrato deveria ser assinado até o próximo sábado (18), dois meses depois da homologação do leilão do empreendimento. Segundo a Secretaria Estadual de Parcerias e Concessões, a suspensão da assinatura ocorre devido a situação de calamidade em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul causada pela enchente que há cerca de duas semanas devasta o estado. O negócio, entretanto, segue confirmado.A revitalização do Cais Mauá prevê a construção de um novo sistema de proteção contra cheias, considerado pelo governo estadual mais moderno que o atual muro da Mauá e de proteção equivalente. O projeto prevê dois estágios de contenção antes dos armazéns – diferente do modelo atual, onde o muro está localizado depois dos armazéns. A primeira barreira contempla uma solução fixa de 1,26 metro, enquanto a segunda terá 2,74 metros e será acionada caso as águas do Guaíba ultrapassem o primeiro estágio. A Secretaria Estadual de Parcerias e Concessões ressalta que o muro da Mauá só seria retirado após a implementação desse novo sistema contra cheias, com a aprovação dos órgãos competentes. O muro da Mauá é uma barreira de 2,6 quilômetros de extensão projetada com três metros abaixo da terra e outros três metros acima do solo.