O Congresso Nacional entra em recesso nesta sexta-feira (17) com uma lista de pautas relevantes ainda sem definição pelos parlamentares. A paralisação dos trabalhos legislativos, somada ao calendário das eleições municipais, reduz o espaço para votações nas próximas semanas e adia a análise de temas considerados estratégicos pelo governo federal e pelas casas legislativas.Antes da interrupção das atividades, deputados e senadores terão apenas duas semanas de esforço concentrado: 10 a 14 de agosto e 31 de agosto a 3 de setembro. A expectativa entre parlamentares é que, nesse intervalo, sejam priorizados projetos de consenso, deixando matérias mais sensíveis para depois das eleições.O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que a Proposta de Emenda Constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 continua sendo uma das pautas prioritárias do Palácio do Planalto e pode ser apreciada ainda em agosto. Segundo ele, o Senado continuará funcionando em regime de esforços concentrados, inclusive com votações remotas.Nos bastidores, entretanto, parlamentares avaliam que o destino das principais propostas dependerá do cenário eleitoral e da correlação de forças que sairá das urnas.Enquanto o governo Lula defende o avanço da PEC do fim da escala 6×1, setores da oposição sustentam propostas diferentes para as relações de trabalho. A disputa em torno do tema também levantou críticas públicas ao ritmo de tramitação da proposta e cobranças dirigidas à presidência do Senado.A regulamentação da inteligência artificial também pode ganhar novo impulso caso o uso da tecnologia durante a campanha amplie a disseminação de desinformação.