Notícia SINASEFE IFSul

30 de julho 2026

Centro Integrado Mulher Segura apresenta ações e queda nos casos de feminicídio

Centro Integrado Mulher Segura apresenta ações e queda nos casos de feminicídio O Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), em Brasília, recebeu nesta quarta-feira (29) autoridades do governo federal para apresentar as ações desenvolvidas no enfrentamento à violência contra as mulheres. Durante a agenda, foram detalhados os resultados da Operação Mulher Segura, os indicadores nacionais de feminicídio referentes ao primeiro semestre de 2026 e as estratégias de integração entre diferentes órgãos públicos para fortalecer a prevenção, a proteção às vítimas e a responsabilização dos autores de violência. Participaram da visita o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, a primeira-dama Janja Lula da Silva, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a deputada federal Gleisi Hoffmann e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.Durante a apresentação, foram divulgados os resultados das duas etapas da Operação Integrada Mulher Segura realizadas neste ano. A iniciativa reúne forças de segurança de diferentes esferas para intensificar ações de proteção às mulheres, cumprimento de medidas judiciais, atendimento às vítimas e campanhas de conscientização em todo o país.
Operação Integrada Mulher SeguraNa primeira fase da operação, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, foram efetuadas 6.328 prisões. Desse total, 4.548 ocorreram em flagrante, o equivalente a 71,9%, enquanto outras 1.780 resultaram do cumprimento de mandados judiciais. No mesmo período, as equipes realizaram 38.801 atendimentos a vítimas de tentativa de feminicídio e violência e acompanharam 30.388 medidas protetivas concedidas pela Justiça.A operação mobilizou 40.097 policiais em ações desenvolvidas em 2.615 municípios brasileiros. Também foram promovidas 6.785 campanhas de conscientização voltadas à prevenção da violência de gênero. O investimento federal em diárias para a execução dessa etapa foi de R$ 2,6 milhões.A segunda fase da Operação Mulher Segura, realizada entre 1º de junho e 27 de julho, apresentou ampliação significativa das ações. Nesse período, foram registradas 15.428 prisões, das quais 12.718 ocorreram em flagrante, correspondendo a 82,4% do total. Outras 2.710 prisões decorreram do cumprimento de mandados judiciais.As equipes também prestaram atendimento a 578.580 vítimas e acompanharam 29.112 medidas protetivas em todo o território nacional. Ao longo dessa etapa, 58.596 policiais atuaram em 4.379 municípios. Paralelamente às ações de segurança, foram promovidas 7.726 campanhas de conscientização. O investimento destinado às diárias dos profissionais envolvidos chegou a R$ 6,7 milhões.
Divulgação dos indicadores nacionais de feminicídioOutro destaque da apresentação foi a divulgação dos indicadores nacionais de feminicídio, publicados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em conjunto com o Ministério das Mulheres. Os dados fazem parte do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado a partir das informações registradas no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp VDE).
Diminuição de casos de feminicídioSegundo o levantamento, o Brasil registrou 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026. O número representa uma redução de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 760 casos. Na comparação entre os dois semestres, foram 19 ocorrências a menos.Os dados também apontam que junho registrou 108 feminicídios, o menor total mensal do primeiro semestre deste ano. O monitoramento identificou ainda uma diminuição dos casos quando comparados os períodos de janeiro a março e de abril a junho, com redução de 59 registros na segunda metade do semestre.O ministro Wellington Lima e Silva destacou que os resultados apresentados refletem a atuação coordenada entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Segundo ele, o enfrentamento à violência contra as mulheres depende da integração entre diferentes instituições e do compartilhamento de informações para ampliar a efetividade das políticas públicas.“O grau de assimilação dessa iniciativa demonstra o comprometimento dos diferentes níveis de governo. Trata-se de uma política transversal. Nossa diretriz é dialogar com todos os poderes e incentivar a participação dos estados e municípios“, afirmou o ministro.Wellington Lima também ressaltou a importância do Centro Integrado Mulher Segura na produção e no cruzamento de dados sobre violência de gênero. De acordo com ele, a consolidação das informações permite enfrentar um dos principais desafios das políticas públicas nessa área: a subnotificação dos casos.Segundo o ministro, o monitoramento integrado possibilita identificar padrões de violência, orientar ações preventivas e fortalecer medidas de proteção às vítimas de tentativa de feminicídio. Ele afirmou ainda que a adoção de providências como prisões em flagrante e o acompanhamento das medidas protetivas no mesmo dia contribuíram para a redução de 2,5% nos registros de feminicídio observada no primeiro semestre deste ano.
Fonte: TVT News / Imagem: Isaac Amorim/Ascom MJSP