O El Niño em curso no Oceano Pacífico ganha força rapidamente, com probabilidade de atingir 0 patamar de Super El Niño já no trimestre entre julho e setembro. O alerta é da MetSul Meteorologia, que considera principalmente o método tradicional de monitoramento, denominado de Índice Oceânico Niño (ONI).Conforme a empresa de meteorologia, dados recentes mostram que o aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial em junho de 2026 já alcança valores semelhantes aos registrados durante os episódios de 1997-1998 e 2015-2016, considerados entre os mais fortes já observados.Uma das regiões monitoradas pelos cientistas é a chamada Niño 1+2, localizada próxima às costas do Peru e do Equador. Nesta área, o aquecimento atinge cerca de 2,7°C acima da média. O valor é praticamente igual ao registrado em 1997, quando a anomalia chegou a 2,8°C, e supera o observado em 2015, que estava em torno de 2,0°C na mesma época.Mas o que mais chama a atenção está em outra área do Pacífico, conhecida como Niño 3.4. Esta região é considerada a mais importante para definir a intensidade do fenômeno e seus impactos globais, sendo designada para identificar se há El Niño. Agora, a anomalia nesta área alcançou cerca de 1,5°C acima da média pelo sistema ONI de monitoramento. Em comparação, no mesmo período de 1997, o valor era de aproximadamente 0,7°C, enquanto em 2015 estava perto de 0,9°C.Segundo a MetSul, essa anomalia indica que o aquecimento não está concentrado apenas próximo à América do Sul. O calor oceânico já se espalhou por uma extensa faixa do Pacífico Equatorial, característica que costuma estar associada aos eventos mais fortes. Os números sugerem que o atual El Niño está mais avançado em seu desenvolvimento do que estava nos episódios de 1997 e 2015, durante o mês de junho.Fortes rajadas de vento de Oeste sobre o Pacífico Equatorial estão favorecendo o deslocamento de águas mais quentes para Leste, enquanto grandes volumes de calor se acumulam abaixo da superfície do mar. Há possibilidade de novas ondas oceânicas de Kelvin nas próximas semanas, mecanismo que costuma acelerar o fortalecimento dos episódios de El Niño ao transportar calor adicional para a região Central e Leste do Pacífico.Caso as projeções se confirmem, a MetSul alerta que o mundo poderá enfrentar um “Super El Niño”, classificação usada para os eventos mais intensos já registrados. Não é possível afirmar se recordes históricos serão quebrados, mas o fenômeno se desenvolve em um planeta que já apresenta temperaturas globais sem precedentes. Por isso, um El Niño muito forte e com intensidade extraordinária entre o final de 2026 e o início de 2027 não é descartado. A MetSul considera altamente provável que condições de Super El Niño sejam alcançadas no trimestre entre julho e setembro, com o pico do fenômeno ocorrendo no trimestre outubro a dezembro.