Há dez anos, o Brasil começava as discussões sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241. Conhecida como a PEC do teto de gastos do governo do então presidente Michel Temer (MDB), a medida foi aprovada em dezembro de 2016, congelando os investimentos em saúde e educação por 20 anos. Na época, a proposta teve grande resistência dos movimentos sociais e populares, com protestos em diversas cidades do país. A PEC 241/2016 foi uma Proposta de Emenda à Constituição que instituiu um Novo Regime Fiscal, limitando o crescimento das despesas públicas federais à inflação do ano anterior por 20 anos. Aprovada pelo Congresso, ela foi promulgada e passou a vigorar como a Emenda Constitucional 95/2016Com o retorno do presidente Lula, em agosto de 2023 foi aprovada a lei do arcabouço fiscal que acabou com o teto, fixou um limite de 2,5% para o aumento anual das despesas e devolveu a obrigação da União investir o mínimo garantido pela constituição na saúde que é 15% da receita corrente arrecadada.