O antigo prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), no Centro Histórico de Porto Alegre, está na lista dos imóveis públicos que entrarão no Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades da Superintendência de Patrimônio da União (SPU), publicada em portaria na sexta-feira (22).O imóvel foi ocupado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e por famílias desabrigadas pela enchente de 2o24. O ocupação foi batizada com o nome da economista Maria da Conceição Tavares, falecida em 2024.Os moradores atingidos pelo desastre climático ocupam somente até o quarto andar do prédio que tem 26 pavimentos. O MTST já havia encaminhado um projeto para que o edifício se torne local de moradia popular, e que previa a adequação de 240 apartamentos.O Minha Casa, Minha Vida – Entidades integra o Programa de Democratização de Imóveis da União, também conhecido como Imóvel da Gente. O programa concede financiamento subsidiado a famílias organizadas por meio de entidades privadas sem fins lucrativos, para a produção de unidades habitacionais urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social.Émerson Rodrigues, superintendente da SPU no Rio Grande do Sul, informa que será utilizado um processo já em andamento do MCMV Entidades, que terá um cronograma prorrogado para atender a demanda. O superintendente explica ainda que as pessoas que hoje ocupam o imóvel terão prioridade no atendimento e que estarão entre as contempladas pelo programa se atenderem aos requisitos sociais e de renda, o que deve ser o caso da maioria se não todos que estão no local.Rodrigues destaca que a destinação do prédio é “muito simbólica” por dois motivos. O primeiro é que o Imóvel da Gente foi criado após Lula ser cobrado, em 2023, pelos movimentos sociais sobre a ociosidade de imóveis da administração federal por todo o país. Hoje, já são 1800 imóveis destinados ao atendimento de direitos socias.O segundo motivo é mais próximo aos gaúchos. “Este prédio no coração de Porto Alegre, que abriga dezenas de famílias atingidas pela enchente de 2024, é carregado de esperança. Esperança que centenas de famílias atingidas pelas mazelas climáticas, no futuro possam chamar aquele espaço de ‘lar’ e que tragam vida para o centro da cidade”, destaca Émerson Rodrigues.